
Harry Potter e a Pedra filosofal é o primeiro filme da saga de sete livros da J.K. Rowling.
Os primeiros minutos:
Aqui conhecemos Harry Potter, um garoto de 10 anos que não fazia ideia do que a vida lhe reservava. Muitos pensam que é um filme infantil, e não há como discordar. Porém, nele existem vários aprendizados que nos fazem pensar mais de uma vez ao assistir a determinada cena.
Harry mora com os tios e o primo (vou evitar dar spoilers sobre o seu passado). Tio Valter, nos filmes, é uma figura cômica, mas que carrega em si uma enorme crueldade quando o assunto é o protagonista. Tia Petúnia é puramente cruel; nada de cômico existe em seu ser, o que deixa a vida do jovem garoto ainda mais difícil naquela casa. Duda, seu primo, o perturba noite e dia e, mesmo cometendo atrocidades, é parabenizado e mimado pelos pais. Foi neste ambiente que Harry viveu todos os dias durante dez anos.
Dez anos apenas. Até descobrir que é um bruxo.
O desenvolvimento do filme:
A partir daqui, se você nunca assistiu a Harry Potter, recomendo interromper a leitura deste post e ir ver o filme. Agora teremos spoilers.
O desenvolvimento do personagem, desde o momento em que chega pelas mãos de Hagrid até se tornar o garoto maltratado pelos tios, é extremamente bem-feito e fiel ao livro. O mistério ao redor do seu aniversário de 11 anos e a chegada de cartas endereçadas a um garoto até então desconhecido do mundo (e da própria vizinhança) são instigantes. Ninguém conhecia Harry Potter, então por que haveria cartas para ele? Isso era o que Tio Valter se perguntava.
A magia se manifesta pela primeira vez na cena do zoológico, onde Harry, irritado com Duda, faz o primo cair na jaula de uma cobra após o vidro desaparecer subitamente. Foi um ato não intencional, mas a faísca inicial da magia em seu ser.
Após essas cenas e a loucura das cartas, temos a famosa frase: “Sou o Harry, só Harry.”
A fala é dita logo após comemorar o aniversário sozinho no chão de uma casa isolada, para onde a família fugiu tentando se livrar das cartas que jorravam por qualquer fresta. Hagrid traz um bolo e, finalmente, revela que ele é um bruxo convidado a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Ao chegar a Hogwarts, após a longa viagem no Expresso e de conhecer Rony Weasley e Hermione Granger, somos apresentados à famosa música composta por John Williams enquanto o castelo surge no horizonte. Neste momento, descobrimos que todos os alunos são selecionados para uma casa: Grifinória, Sonserina, Corvinal ou Lufa-Lufa. É fascinante como o filme ambientou bem o Salão Principal, com os veteranos esperando a seleção enquanto os calouros se agrupam ao comando de Minerva, nervosos como se suas vidas dependessem daquele momento.
Harry é selecionado para a Grifinória, onde ficam seus futuros melhores amigos, Rony e Hermione.

O Clímax e os Aprendizados:
Sem precisar recontar cada aula ou partida de Quadribol, o que realmente sustenta a reta final do filme é o mistério em torno do alçapão no terceiro andar e a proteção da Pedra Filosofal. A jornada para chegar até ela não é apenas um teste de feitiços, mas de virtudes: a sabedoria estratégica de Rony no xadrez bruxo, a lógica e maturidade de Hermione e a coragem inabalável de Harry.
O confrontamento final revela uma das lições mais profundas da obra: o mal nem sempre chega com uma cara assustadora; às vezes, ele se esconde atrás da covardia e da falsa ingenuidade (como no caso do Professor Quirrell). Mais do que isso, a vitória de Harry contra Voldemort não vem do poder mágico, mas do sacrifício e do amor de sua mãe — uma proteção antiga que o vilão jamais conseguiria compreender ou tocar.
Considerações Finais:
Harry Potter e a Pedra Filosofal cumpre com maestria o papel de introduzir um universo gigantesco. Ele entrega o deslumbre visual e o tom lúdico que encantam as crianças, mas semeia temas profundos sobre luto, pertencimento, amizade e escolhas. É o ponto de partida perfeito para uma saga que amadurece junto com o seu público. Se faz tempo que você não assiste, vale a pena rever com este olhar mais atento aos detalhes.

