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  • Resenha|Harry Potter e a Pedra Filosofal

    Resenha|Harry Potter e a Pedra Filosofal

    O Começo da Saga

    Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling, é um dos grandes marcos da literatura de fantasia. Mas será que ainda vale a pena ler? Ou melhor: você se considera “velho demais” para mergulhar em uma história mágica?

    Direto ao ponto: não existe idade para entrar em Hogwarts. Embora o lançamento tenha ocorrido há décadas, a obra aborda temas universais que ressoam mesmo após o término da leitura. É impossível não se indignar com o tratamento que Harry recebe de seus tios, sendo forçado a dormir em um armário apertado sob a escada.

    A jornada do protagonista começa quando ele descobre, aos 11 anos, que não é um garoto comum. Enquanto ele vivia uma rotina infeliz, uma comunidade escondida ao redor do globo já celebrava seu nome. Harry é convidado a ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, um castelo onde aprenderá a dominar suas habilidades mágicas.

    Ilustração de um gato olhando a rua dos alfineiros. A casa de Harry Potter.

    As Casas de Hogwarts

    Um dos pilares da escola é a divisão dos alunos em quatro casas, cada uma valorizando virtudes específicas:

    • Grifinória: o lar dos corajosos e ousados.
    • Sonserina: onde a ambição e a astúcia prevalecem.
    • Corvinal: destinada aos que possuem inteligência e sede de aprendizado.
    • Lufa-Lufa: que acolhe os leais, pacientes e trabalhadores.

    Logo no início, Harry e seus novos colegas passam pela cerimônia do Chapéu Seletor, que define onde cada um viverá. É no trem a caminho desse novo universo que ele conhece Rony e Hermione. Juntos, eles formam um laço que serve de base para toda a saga.

    A trama central deste primeiro volume foca no possível roubo da Pedra Filosofal, um artefato capaz de conceder a imortalidade. Em mãos erradas, o objeto pode trazer consequências catastróficas. Como três estudantes novatos se envolvem em uma missão tão perigosa? Somente lendo para descobrir.

    Por que esse livro prende a sua atenção?

    1. Um Protagonista Real

    Harry não surge como um herói perfeito. Ele cresce acreditando ser um problema para seus parentes, o que torna sua trajetória de autodescoberta emocionante. Ver alguém tão subestimado encontrar seu lugar no mundo gera uma identificação imediata.

    2. A Construção do Mundo

    O maior triunfo da autora é a criação de um cenário detalhado. Mesmo sendo ficção, queremos acreditar que esse lugar existe, que Hogwarts está em algum local no Reino Unido com bruxos e bruxas estudando poções ou defesa contra as artes das trevas. A narrativa é tão envolvente que nos transporta para as salas de aula do castelo e para os voos de vassoura, revelando segredos no ritmo certo (nada de jogar todas as informações nas primeiras páginas).

    3. O Mistério Central

    A história vai além dos feitiços; há uma investigação real acontecendo. Quem deseja a imortalidade? Como o sistema de segurança foi burlado? Essas perguntas mantêm o ritmo acelerado e tornam cada página indispensável.

    O Trio de Ouro

    Apelidados carinhosamente pelos fãs, Harry, Rony e Hermione formam o equilíbrio perfeito:

    • Harry: é o coração do grupo, sempre disposto a se sacrificar pelos outros.
    • Rony: traz o toque de realidade e lealdade. Embora seja impulsivo e lide com suas próprias inseguranças, sua coragem brilha nos momentos críticos (como no Xadrez Bruxo).
    • Hermione: é a mente brilhante. Sem sua lógica e vasto conhecimento, os rapazes dificilmente sobreviveriam ao primeiro livro (não é exagero). Sua dedicação aos estudos é, na verdade, sua maior arma de proteção para aqueles que ama.

    Nos livros futuros, romances entre eles serão recorrentes enquanto crescem nos terrenos de Hogwarts. Mas isso é assunto para uma próxima resenha.

  • Análise| Harry Potter e a Pedra Filosofal

    Análise| Harry Potter e a Pedra Filosofal

    Harry Potter e a Pedra filosofal é o primeiro filme da saga de sete livros da J.K. Rowling.

    Os primeiros minutos:

    Aqui conhecemos Harry Potter, um garoto de 10 anos que não fazia ideia do que a vida lhe reservava. Muitos pensam que é um filme infantil, e não há como discordar. Porém, nele existem vários aprendizados que nos fazem pensar mais de uma vez ao assistir a determinada cena.

    Harry mora com os tios e o primo (vou evitar dar spoilers sobre o seu passado). Tio Valter, nos filmes, é uma figura cômica, mas que carrega em si uma enorme crueldade quando o assunto é o protagonista. Tia Petúnia é puramente cruel; nada de cômico existe em seu ser, o que deixa a vida do jovem garoto ainda mais difícil naquela casa. Duda, seu primo, o perturba noite e dia e, mesmo cometendo atrocidades, é parabenizado e mimado pelos pais. Foi neste ambiente que Harry viveu todos os dias durante dez anos.

    Dez anos apenas. Até descobrir que é um bruxo.

    O desenvolvimento do filme:

    A partir daqui, se você nunca assistiu a Harry Potter, recomendo interromper a leitura deste post e ir ver o filme. Agora teremos spoilers.

    O desenvolvimento do personagem, desde o momento em que chega pelas mãos de Hagrid até se tornar o garoto maltratado pelos tios, é extremamente bem-feito e fiel ao livro. O mistério ao redor do seu aniversário de 11 anos e a chegada de cartas endereçadas a um garoto até então desconhecido do mundo (e da própria vizinhança) são instigantes. Ninguém conhecia Harry Potter, então por que haveria cartas para ele? Isso era o que Tio Valter se perguntava.

    A magia se manifesta pela primeira vez na cena do zoológico, onde Harry, irritado com Duda, faz o primo cair na jaula de uma cobra após o vidro desaparecer subitamente. Foi um ato não intencional, mas a faísca inicial da magia em seu ser.

    Após essas cenas e a loucura das cartas, temos a famosa frase: “Sou o Harry, só Harry.”

    A fala é dita logo após comemorar o aniversário sozinho no chão de uma casa isolada, para onde a família fugiu tentando se livrar das cartas que jorravam por qualquer fresta. Hagrid traz um bolo e, finalmente, revela que ele é um bruxo convidado a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

    Harry entrando na estação do Expresso de hogwarts pela primeira vez, com malas feitas.
    Cena do filme

    Ao chegar a Hogwarts, após a longa viagem no Expresso e de conhecer Rony Weasley e Hermione Granger, somos apresentados à famosa música composta por John Williams enquanto o castelo surge no horizonte. Neste momento, descobrimos que todos os alunos são selecionados para uma casa: Grifinória, Sonserina, Corvinal ou Lufa-Lufa. É fascinante como o filme ambientou bem o Salão Principal, com os veteranos esperando a seleção enquanto os calouros se agrupam ao comando de Minerva, nervosos como se suas vidas dependessem daquele momento.

    Harry é selecionado para a Grifinória, onde ficam seus futuros melhores amigos, Rony e Hermione.

    Cena do filme

    O Clímax e os Aprendizados:

    Sem precisar recontar cada aula ou partida de Quadribol, o que realmente sustenta a reta final do filme é o mistério em torno do alçapão no terceiro andar e a proteção da Pedra Filosofal. A jornada para chegar até ela não é apenas um teste de feitiços, mas de virtudes: a sabedoria estratégica de Rony no xadrez bruxo, a lógica e maturidade de Hermione e a coragem inabalável de Harry.

    O confrontamento final revela uma das lições mais profundas da obra: o mal nem sempre chega com uma cara assustadora; às vezes, ele se esconde atrás da covardia e da falsa ingenuidade (como no caso do Professor Quirrell). Mais do que isso, a vitória de Harry contra Voldemort não vem do poder mágico, mas do sacrifício e do amor de sua mãe — uma proteção antiga que o vilão jamais conseguiria compreender ou tocar.

    Considerações Finais:

    Harry Potter e a Pedra Filosofal cumpre com maestria o papel de introduzir um universo gigantesco. Ele entrega o deslumbre visual e o tom lúdico que encantam as crianças, mas semeia temas profundos sobre luto, pertencimento, amizade e escolhas. É o ponto de partida perfeito para uma saga que amadurece junto com o seu público. Se faz tempo que você não assiste, vale a pena rever com este olhar mais atento aos detalhes.